Hoje quando fui anilhar as novas crias de mandarins... deparei-me com um ninho inacabado meio esférico.
Pensei logo nos mandarins mas não podia ser pois todos os casais que tenho ja têm os seus ninhos escolhidos e nunca fizeram o ninho nas canas, restando apenas uma hipotese os bicos de lacre.
Esperei um bocado e vejo um bico de lacre macho a ajeitar o questionado ninho.
É uma mega notícia pois tenho todos os meu casais de bicos de lacre a construir ninho e no choco, isso significa que se estão a adaptar a um viveiro comunitário e a tolerar a minha presença.
Boas
Hoje venho partilhar com vocês que o meu maior viveiro já está com a estrutura feita, agora falta pôr a rede e pintar.
Este viveiro está a ser feito para que os bicos de lacre consigam criar o mais naturalmente como se estivessem na natureza.
Posso adiantar que o viveiro vai ter canas e também vai ter vegetação que nascerá dentro do viveiro tal como milhã e capim.
abraço telmo
Esta fêmea e o seu macho já tinham ninho e não a via por isso fiquei na duvida se ela estava morta ou se estava no choco.
Ontem pude confirmar que a fêmea está bem e felizmente está no choco.
Já pude observar as trocas de "turno" do casal o que indica que por enquanto tudo está a correr bem até agora.
este casal já esteve prestes a vingar uma cria mas a crias não conseguiu sobreviver, vamos ver o que vem aí. Agora resta esperar e que as crias nasçam e que venham para fora do ninho. Desta vez não vou anilhar as crias visto que é muito cedo, só quando os se habituarem ao viveiro e a mim é que vou anilhar as crias.
As larvas de tenébrio são uma fonte de proteínas fantástica para as aves e por isso é essencial para o desenvolvimento das crias.
O tenébrio é o alimento vivo mais utilizado pelos criadores podendo haver outros alimentos vivos tal como o escaravelho de búfalo.
O Tenébrio caracteriza-se pela sua espantosa reprodução de algo entre 500 a 1000 larvas por desova de cada coleóptero. É exigente de calor e atinge sua máxima produtividade em torno dos 26 a 32 Graus Celsius. Não voa, preferindo sempre ambientes secos e escuros. Desprovidos de qualquer tipo de odor ou ferrão, não picam ou secretam qualquer tipo de líquido ou substâncias desagradáveis e prejudiciais ao homem. De todos os alimentos vivos que se empregam na alimentação dos pássaros, as larvas do tenébrio constituem na mais prática e nutritiva fonte de alimento em especial às aves, por tratar-se de fonte rica em proteína animal, matéria fosfatada e fibras digestíveis.
Ciclo
O ciclo de vida completo do tenébrio compreende quatro fases distintas que são: ovo – larva – pupa – imago, completando todo o ciclo em aproximadamente quatro a cinco meses de duração, podendo ainda se estender até doze meses dependendo das condições climáticas, em especial a temperatura do ambiente. Cada fêmea do besouro põe de 500 a 1000 ovos que eclodem entre 10 a 15 dias, tornando-se visíveis a olho nu apenas pelo movimento que transmitem ao substrato no centro da desova. À medida que crescem efectuarão de 5 a 7 mudas de pele, por ser esta quitinosa e não acompanhar o crescimento larval. É comum observarmos a presença das peles sobre o local da desova, pois nesta fase as larvas mantêm-se agrupadas, separando-se mais tarde com o crescimento que durará aproximadamente 60 dias, quando atingirão o seu tamanho máximo cerca de 18 a 24mm para em seguida puparem. Logo após as mudas as larvas são de coloração branca e muito mole constituindo-se em excelente alimento.
Hoje quando fui dar de comer e mudar a água à passarada, reparei que dos 5 cinco bicos de lacre que tenho não via uma fêmea e por azar ou alegria era a fêmea do casal que eu à cinco dias tinha descoberto o ninho deles.
agora põe-se a seguinte questão:
Será que ela está no ninho a chocar os ovos ou está morta?
vou amanha ver se a vejo pelo viveiro
O Priolo era até há pouco considerado uma subespécie do dom-fafe mas foram separados como duas espécies distintas. No entanto, esta separação não é consensual havendo ainda alguns autores que não reconhecem esta classificação.
Possui um bico negro e forte, tem o corpo cinzento e a cauda preta, enquanto nos juvenis a cabeça é castanha. É facilmente reconhecido à distância pelo seu cantar característico, curto e melancólico bastante distintivo.
Os dois sexos são idênticos. No Verão alimentam-se essencialmente em zonas abertas e no Inverno permanecem na floresta nativa de altitude, sendo muito dependentes das florestas Laurissilva. Este passador reproduz-se na floresta Laurissilva, entre os meses de Junho até ao final de Agosto.
Alimenta-se basicamente da flora (flores) das florestas Laurissilva.
Trata-se do passeriforme mais ameaçado de extinção em toda a Europa. Contudo, a 26 de Maio de 2010 a UICN retirou o Priolo da lista de espécies Em Perigo Crítico (CR), sendo agora considerada uma espécie Em Perigo (EN).
Atualmente estima-se que existam 500 a 800 casais. Este aumento da população deveu-se sobretudo a um esforço continuado do projeto LIFE Priolo (2003 a 2008), coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) em conjunto com o Governo Regional e a RSPB (Birdlife em Inglaterra), que teve como principal objetivo plantar a vegetação endémica da região, da qual o Priolo se alimenta.
Muita gente questiona a reprodução dos bicos de lacre.
Uma das perguntas é a seguinte : Como é o ninho de um casal de bicos de lacre?
Ora bem os ninho sao feitos na mesma forma, mas podem ser feitos em diversos lugares sendo estes no meio de canas, arbustose em caixas ninho.
Segue assim a seguinte foto:
Ninho de bico de lacre em liberdade feito em arbustos
Como podemos ver o ninho tem uma forma esférica, feito de ervas e palhas